De novo.

Voltei a escrever porque minha xícara de preocupação está vazia novamente. Mentira, é porque ela está quase transbordando e eu PRECISO que ela esvazie. Só fui perceber agora que eu só consigo esvaziá-la escrevendo. Só fui perceber agora que todos os meus cadernos de rascunho acabaram e eu estou desesperada por algumas linhas. Preciso falar sobre mudança. Mudei muito (não é novidade), cresci, amadureci, estou prestes a sair de debaixo da asa da minha mãe e ir morar sozinha, construir o meu futuro, ter minha independência de fato. Infelizmente, não é assim para todo mundo. Tem gente que se contenta com tão pouco que pensa que mudança significa evolução, e eu sei, depois de muitas experiências, que mudança pode sim significar retrocesso e piora. Na maioria das vezes, inclusive, é isso mesmo que significa. Nós não percebemos que temos uma propensão a repetir comportamentos doentios do passado e acabamos atraindo sempre o mesmo tipo de gente e situações, em um círculo infinito de mudança/decepção. Estou passando por isso, posso falar de cadeira, e sabe, cansei. Chega, chega de tentar atender as expectativas alheias, de me envolver rápido, de tentar ajudar todo mundo, de me importar com quem só me decepciona, de guardar amores/lembranças em uma caixinha cheia de pregos virados pra fora. CHEGA. Eu descobri (estou descobrindo ainda na verdade) que ser adulta não é/é só usar roupa arrumada, deixar o cabelo crescer, arrumar um namorado sério, fazer faculdade, trabalhar, etc. Ser adulta é buscar sempre mudanças que te fazem evoluir enquanto ser humano. Sair da zona de conforto para lutar por coisas que você acredita/deseja, descobrir quem são seus verdadeiros amigos, rir bastante, parar de se preocupar com os problemas e se concentrar nas resoluções, é aprender a aceitar os fins e ser madura o suficiente para criar um começo novo.. É agora que eu posso plantar o que quero colher daqui 5/10 anos, e olha, eu to plantando pra caralho.

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